domingo, 21 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Levando a vida floriada
Quando chega a tarde de um fim de semana,
Me bate no peito uma grande saudade,
Boto a melhor pilcha, pra ficar bacana,
Saio a procurar fandangos na cidade,
Pois eu sempre tive uma vida aragana,
E nunca gostei de ficar na vontade.
Ao chegar no baile, busco a querendona,
Me agrada dançar de um jeito compassado,
Prestando atenção no choro da cordeona,
Pra dançar vaneira ou xote figurado;
Sou mui delicado, no trato com a dona,
Pra falar de amor, não sou encabulado.
Assim, deste modo, vou me divertindo,
Levando esta vida, de um jeito floriado,
Sou um peão do mundo que vive seguindo,
O costume antigo deste meu estado,
Fandango e carreira, sempre perseguindo,
E respeitando os outros, pra ser respeitado
(O respeito é bom e eu gosto!)
Me bate no peito uma grande saudade,
Boto a melhor pilcha, pra ficar bacana,
Saio a procurar fandangos na cidade,
Pois eu sempre tive uma vida aragana,
E nunca gostei de ficar na vontade.
Ao chegar no baile, busco a querendona,
Me agrada dançar de um jeito compassado,
Prestando atenção no choro da cordeona,
Pra dançar vaneira ou xote figurado;
Sou mui delicado, no trato com a dona,
Pra falar de amor, não sou encabulado.
Assim, deste modo, vou me divertindo,
Levando esta vida, de um jeito floriado,
Sou um peão do mundo que vive seguindo,
O costume antigo deste meu estado,
Fandango e carreira, sempre perseguindo,
E respeitando os outros, pra ser respeitado
(O respeito é bom e eu gosto!)
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Jardim da amizade
Bugio samborjense
Eu vou contar pra vocês
A origem deste bugio,
É criolo de São Borja,
Nasceu na beira do rio,
E dali se espalhou,
Por todo esse rincão,
É figura indispensável,
Nos fandangos de galpão. (bis)
Este bugio samborjense,
Dança lá no Boitatá,
Farroupilha, C T G.
E em todo o lugar que dá,
Quando foge da cidade,
A procura de um bom som,
Vai dançar no interior,
No Revivendo a Tradição. (bis)
É inteiramente gaúcho,
E de São Borja este bugio
Nos bailes que está presente,
O povo não sente frio;
Pois esse cuera danado,
Alegra qualquer festança,
Ao som da gaita chorona,
A indiada se balança(bis)
E nesses bailes buenachos,
Dançando pelos costados,
No embalo do bugio,
Sarandeio pros dois lados,
Pois todo o mundo se empolga
E ninguém fica sentado;
Até quem tá cochilando,
Acorda, fica animado.(bis)
A origem deste bugio,
É criolo de São Borja,
Nasceu na beira do rio,
E dali se espalhou,
Por todo esse rincão,
É figura indispensável,
Nos fandangos de galpão. (bis)
Este bugio samborjense,
Dança lá no Boitatá,
Farroupilha, C T G.
E em todo o lugar que dá,
Quando foge da cidade,
A procura de um bom som,
Vai dançar no interior,
No Revivendo a Tradição. (bis)
É inteiramente gaúcho,
E de São Borja este bugio
Nos bailes que está presente,
O povo não sente frio;
Pois esse cuera danado,
Alegra qualquer festança,
Ao som da gaita chorona,
A indiada se balança(bis)
E nesses bailes buenachos,
Dançando pelos costados,
No embalo do bugio,
Sarandeio pros dois lados,
Pois todo o mundo se empolga
E ninguém fica sentado;
Até quem tá cochilando,
Acorda, fica animado.(bis)
Dou o que ela quer, mas não é mole
Eu tinha uma vida sossegada,
Meu corpo era pouco exigido,
Vivia tanquilo com minha mesada,
Mas por meu coração eu fui traído,
E tive que casar e foi pra já;
E a mulher me traz num dá me dá.
Homem que tem fibra não se encolhe,
Dou o que ela quer, mas não é mole. (bis - estribilho...)
Hoje eu trabalho noite e dia,
Pra poder cumprir minha obrigação,
Quando me casei eu não sabia,
Que tinha viver dando durão;
Agora seja o que Deus quiser,
Mas tenho que contentar minha mulher.
Estribilho...
Mas tudo acostuma nessa vida,
E com o trabalho me acostumei,
Não deixo faltar nada a minha querida,
Basta me olhar que eu já sei;
Que alguma coisa está querendo
E pra lhe contentar, eu vou correndo.
Estribilho...
Meu corpo era pouco exigido,
Vivia tanquilo com minha mesada,
Mas por meu coração eu fui traído,
E tive que casar e foi pra já;
E a mulher me traz num dá me dá.
Homem que tem fibra não se encolhe,
Dou o que ela quer, mas não é mole. (bis - estribilho...)
Hoje eu trabalho noite e dia,
Pra poder cumprir minha obrigação,
Quando me casei eu não sabia,
Que tinha viver dando durão;
Agora seja o que Deus quiser,
Mas tenho que contentar minha mulher.
Estribilho...
Mas tudo acostuma nessa vida,
E com o trabalho me acostumei,
Não deixo faltar nada a minha querida,
Basta me olhar que eu já sei;
Que alguma coisa está querendo
E pra lhe contentar, eu vou correndo.
Estribilho...
Você e a rosa (valsa)
Bateu o vento na rosa,
Nossa rainha das flores,
Suas pétalas se foram,
Como foram meus amores.
O vento soprou a rosa,
Pra roseira padecer,
Assim como a tua ausência,
Está me fazendo sofrer.
A roseira sem a rosa,
Perde o encanto e a beleza,
E eu, sem a tua presença,
Vivo na maior tristeza.
A roseira já está contente,
Ela sabe muito bem
Que as rosas voltam logo,
Mas você, não sei, meu bem.
Por isso, nestes meus versos,
Lhe mando um recado assim:
Acabe com o meu sofrimento,
Volta depressa, pra mim.
Nossa rainha das flores,
Suas pétalas se foram,
Como foram meus amores.
O vento soprou a rosa,
Pra roseira padecer,
Assim como a tua ausência,
Está me fazendo sofrer.
A roseira sem a rosa,
Perde o encanto e a beleza,
E eu, sem a tua presença,
Vivo na maior tristeza.
A roseira já está contente,
Ela sabe muito bem
Que as rosas voltam logo,
Mas você, não sei, meu bem.
Por isso, nestes meus versos,
Lhe mando um recado assim:
Acabe com o meu sofrimento,
Volta depressa, pra mim.
Cortado de judiaria
Não dou guarida pra tisteza em minha vida,
Sou sempre alegre, entreverado com a alegria;
Mesmo que às vezes, a má sorte me atrapalhe,
Sigo contente, cortado de judiaria.
Quando me enfio, em festança macanuda;
Que a brincadeira vai até o clarear do dia,
Aguento firme, no compasso do bailado,
Volto pra casa, cortado de judiaria.
Se em algum baile, a sorte sorri pra mim,
E eu me acho nos braços de uma guria,
Desdobro a prenda, do começo até o fim,
Mesmo ficando, cortado de judiaria.
Aguento firme, os percalços desta vida,
Sigo na lida, enfrentando o dia a dia;
Os meus amores são estrelas que me guiam,
Nestes caminhos, cortado de judiaria.
Vivo o presente, o futuro, a Deus pertence,
Não acredito em tudo que se anuncia;
Sou doutros tempos, sigo as regras do passado,
Garrão fincado, cortado de judiaria.
Sou sempre alegre, entreverado com a alegria;
Mesmo que às vezes, a má sorte me atrapalhe,
Sigo contente, cortado de judiaria.
Quando me enfio, em festança macanuda;
Que a brincadeira vai até o clarear do dia,
Aguento firme, no compasso do bailado,
Volto pra casa, cortado de judiaria.
Se em algum baile, a sorte sorri pra mim,
E eu me acho nos braços de uma guria,
Desdobro a prenda, do começo até o fim,
Mesmo ficando, cortado de judiaria.
Aguento firme, os percalços desta vida,
Sigo na lida, enfrentando o dia a dia;
Os meus amores são estrelas que me guiam,
Nestes caminhos, cortado de judiaria.
Vivo o presente, o futuro, a Deus pertence,
Não acredito em tudo que se anuncia;
Sou doutros tempos, sigo as regras do passado,
Garrão fincado, cortado de judiaria.
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