Isca o anzol, joga a linha da esperança,
No rio profundo que existe em cada ser,
Busca o remanso, dessas águas que guardeiam,
Sonhos antigos que impulsionam o viver.
Vá à luta, sempre há tempo, eu lhe garanto,
Basta confiança e acreditar na solução;
Por mais difícil que pareça a empreitada,
O longe é perto, para quem estende a mão.
Não se afoba, pescador é paciencioso,
O seu ofício é jogar a linha esperar,
Pois quando correr, fisga o peixe, tira dàgua,
A garantia pro sustento do seu lar.
Tenha calma, acredite nos seus sonhos,
A linha da vida, cedo ou tarde vai correr;
Segura firme, não deixa escapar a vaza,
Esta jogada, tendo fé, irás vencer.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Cria da fonteira
Nesta ponchada de anos,
Tive muitos desenganos
Que judiaram meu coração;
Mas continuo na luta,
A vida é eterna disputa,
Não sou de frouxá o garrão.
Sou cria aqui da fronteira,
Sangue e cepa missioneira,
E montado na razão;
Enfrento qualquer parada,
Nesta constante jornada,
Não solto as rédeas da mão.
Por isso o meu desatino,
Quando vejo algum teatino,
Vagando por rumo incerto;
Procuro mostrar-lhe o norte,
Pra quem tem o braço forte,
O longe se torna perto.
Ah! Que saudades da lida,
O peito se fez guarida,
De tanta recordação;
A cabresto eu não sigo,
Na boa luta me instigo,
Parceiro, finca o garrão.
Tive muitos desenganos
Que judiaram meu coração;
Mas continuo na luta,
A vida é eterna disputa,
Não sou de frouxá o garrão.
Sou cria aqui da fronteira,
Sangue e cepa missioneira,
E montado na razão;
Enfrento qualquer parada,
Nesta constante jornada,
Não solto as rédeas da mão.
Por isso o meu desatino,
Quando vejo algum teatino,
Vagando por rumo incerto;
Procuro mostrar-lhe o norte,
Pra quem tem o braço forte,
O longe se torna perto.
Ah! Que saudades da lida,
O peito se fez guarida,
De tanta recordação;
A cabresto eu não sigo,
Na boa luta me instigo,
Parceiro, finca o garrão.
Caminhos da vida
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Grande amor
Neste momento, a saudades de você,
Me faz sofrer e está a me sufocar;
A tua ausênsia me machuca, me castiga,
Paixão antiga que não pode terminar.
Por tudo isso, reitero o pedido;
Tenhas piedade, venhas logo me salvar;
És o tônico que energiza minha vida,
Grande fonte, inesgotável do amar.
Ande depressa, por favor, meu grande amor,
Não deixe a padecer este coitado;
Não delete de tua vida quem te ama,
Coração clama, venhas logo pro meu lado.
Se podemos dividir um grande amor,
Pra que insistir em vivermos separados;
O perdão engrandece quem perdoa,
E sublima corações apaixonados.
Me faz sofrer e está a me sufocar;
A tua ausênsia me machuca, me castiga,
Paixão antiga que não pode terminar.
Por tudo isso, reitero o pedido;
Tenhas piedade, venhas logo me salvar;
És o tônico que energiza minha vida,
Grande fonte, inesgotável do amar.
Ande depressa, por favor, meu grande amor,
Não deixe a padecer este coitado;
Não delete de tua vida quem te ama,
Coração clama, venhas logo pro meu lado.
Se podemos dividir um grande amor,
Pra que insistir em vivermos separados;
O perdão engrandece quem perdoa,
E sublima corações apaixonados.
sábado, 30 de outubro de 2010
Novo amanhecer
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Corre-corre
Desculpe, não tenho tempo,
Dia e noite tenho ouvido,
Há gente materialistas,
Do mundo estão esquecidos.
Diálogos são monossílabos,
Existe pouca harmonia,
Esquecem os sentimentos,
Desconhecem a alegria.
Confundem-se homens e máquinas,
Pergunto, qual é o mais frio:
A máquina feita de lata?
O homem que a construiu?
Anoitece e amanhece,
Ninguém quer reconhecer,
Quem vive no corre-corre,
Menos tempo há de viver.
Dia e noite tenho ouvido,
Há gente materialistas,
Do mundo estão esquecidos.
Diálogos são monossílabos,
Existe pouca harmonia,
Esquecem os sentimentos,
Desconhecem a alegria.
Confundem-se homens e máquinas,
Pergunto, qual é o mais frio:
A máquina feita de lata?
O homem que a construiu?
Anoitece e amanhece,
Ninguém quer reconhecer,
Quem vive no corre-corre,
Menos tempo há de viver.
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